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A MULHER DE DEUS |
| Adicionado em 06/09/2010
às 08:12:47 |
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Num frio de dezembro, no Hemisfério Norte, alguns anos atrás, um rapazinho de cerca de dez anos, descalço, estava em pé em frente a uma loja de sapatos.
Ele olhava a vitrina atentamente e tremia de frio.
Uma senhora se aproximou do rapaz e disse:
Você está com pensamento tão profundo, olhando esta vitrina!
Eu estava pedindo a Deus para me dar um par de sapatos. - Respondeu o garoto.
A senhora tomou-o pela mão imediatamente, entrou na loja e pediu ao atendente para dar meia dúzia de pares de meias para o menino.
Ela também perguntou se poderia conseguir-lhe uma bacia com água e uma toalha.
O balconista rapidamente a atendeu, enquanto ela levou o garoto para a parte de trás da loja.
Lá, ela tirou suas luvas, ajoelhou-se diante do menino e lavou seus pés pequenos. Após isso, secou-os cuidadosamente com uma toalha.
Nesse meio tempo, o empregado da loja havia trazido as meias e, claro, um belo e novo par de sapatos.
Ela amarrou os outros pares de meias e também lhe entregou.
Deu um tapinha em sua cabeça e disse:
Sem dúvida, vai ser mais confortável agora.
Ela se virou para partir e sentiu uma mão pequenina segurando a sua. O garoto estava com lágrimas nos olhos e, emocionado, perguntou:
Você é a mulher de Deus?
Há tantas formas de Deus se manifestar em nossa vida cotidiana...
Alguns ainda veem Deus nas forças da natureza apenas, ou nos grandes acontecimentos da vida.
Deus, porém, está em tudo e em todos.
Ele age incessantemente através de nós e, muitas vezes, também, apesar de nós.
Deus conta com nosso coração enternecido para estender a mão aos Seus filhos desamparados.
É como o pai que conta com os filhos maiores para cuidar dos menores.
O Criador, em Sua bondade infinita, conta com as mãos generosas de todos aqueles que praticam o bem, para instaurar na Terra, pouco a pouco, a paz permanente.
Ele conta com a sensibilidade e compaixão daqueles que não suportam ver o sofrimento alheio, e tomam atitudes imediatas para amenizá-lo de alguma forma.
Ele conta com a coragem dos filhos esclarecidos, que já podem defender os fracos, ainda tão maltratados pelos interesses mundanos reinantes.
Deus conta conosco. Conta comigo e com você que se depara admirado por encontrar esta verdade tão valiosa em seu caminho.
Não perca a oportunidade de trabalhar com Ele, de ser Seu veículo, Seu agente direto.
Iluminamos o próximo, sim, mas nos autoiluminamos ao mesmo tempo, e com isso, o bem e o amor sempre saem vitoriosos.
Sejamos instrumentos do bem na Terra, onde quer que estejamos, através das tantas maneiras possíveis.
Deus conta conosco.
Extraído do site: www.momento.com.br
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BENEFÍCIOS DA ATENÇÃO |
| Adicionado em 03/09/2010
às 08:09:49 |
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Narra um psicólogo que um casal trouxe o filho ao seu consultório. Garoto de quatorze anos, cabeludo, foi descrito pelos pais como um terrível problema. Ele já havia fugido de casa inúmeras vezes, só retornando ao lar por interferência policial.
O relacionamento entre pais e filho era muito ruim. A mãe chorosa disse ao psicólogo que não sabia mais o que fazer. Tudo que ela e o marido podiam, davam ao filho. Ele não tinha do que reclamar. Roupas, carro, dinheiro, viagens. E o comportamento não melhorava.
O terapeuta iniciou uma série de sessões com o adolescente. Depois de algum tempo, conquistou a sua confiança e o jovem contou o seu drama emocional:
Meus pais não ligam para mim. Dão coisas para mim, até o que nem quero. Mas, nunca fazemos alguma coisa juntos. Quando tento falar com meu pai, ele nem me olha. Muito menos me escuta. Já vai perguntando se eu quero mais dinheiro. Minha mãe vive a me criticar o cabelo, o brinco na orelha, mas nunca me ouve.
Estava descoberto o problema. A causa da rebeldia do garoto chamava-se rejeição. Os pais lhe davam coisas materiais mas não se doavam a ele, em momento algum.
Psiquiatras, psicólogos, educadores e religiosos já se posicionaram, oportunamente, dizendo que a melhor atitude pessoal para ajudar alguém em dificuldade, e em especial a juventude, é o domínio da arte de prestar atenção. O que quer dizer, se interessar pela pessoa.
Ouvir como quem deseja mesmo se inteirar do problema. Observar atitudes que estejam a dizer: olhem para mim.
Isso porque toda criatura humana sente necessidade de ser ouvida. A ausência dessa atenção causa muitos problemas psicológicos a crianças, jovens e adultos.
Em verdade, a criança manhosa que fica puxando a saia da mãe ou o braço do pai, o adolescente revoltado, o desordeiro, até um determinado ponto estão gritando: eu quero a atenção de vocês.
E quem de nós não pode ceder alguns minutos para ouvir? Quando Anne Sullivan encontrou a menina Helen Keller, cega, surda e muda, ela parecia em seus seis anos de idade um animal selvagem. Fechada em seu mundo, sem conseguir ser entendida, quando não faziam aquilo que ela queria, dava beliscões, pontapés, mordidas.
Anne Sullivan realizou o milagre dando-lhe atenção. Atenção apoiada em afeição, motivada pelo interesse.
Anos mais tarde, Helen Keller escrevia em suas memórias: “senti passos que se aproximavam. Estirei a mão, e alguém a pegou, fui levantada e segura pelos braços daquela que, vindo para me revelar todas as coisas, viera, acima de tudo, para me querer bem.
Registrem na memória essa relíquia de pensamento: a moeda de ouro da atenção – aprendam a dá-la graciosa e alegremente, que os dividendos hão de voltar, derramando-se em vocês.”
Todos os seres humanos têm necessidade de segurança na jornada carnal, cheia de percalços.
Os pais, os educadores, os adultos em geral são modelos para a criança, que os amará, copiando suas atitudes ou os detestará, também incorporando inconscientemente sua maneira de ser.
O carinho na infância, o amor e a ternura, ao lado do respeito à criança são fundamentais para uma vida saudável.
Não esqueçamos que os seres humanos que compõem a nossa sociedade, com seus diversos comportamentos, são a resultante da educação na família e do seu nível de consciência individual.
Mensagem extraída do site: www.momento.com.br
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CULTIVANDO A AMIZADE |
| Adicionado em 02/09/2010
às 08:06:21 |
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Você já deve ter escutado de alguém o conselho de que todos devemos cultivar amizades. Muito embora a expressão seja corriqueira e até soe vazia aos nossos ouvidos, de tantas vezes que a escutamos, ela encerra conceitos interessantes.
O adágio popular nos diz que nenhuma amizade nasce pronta.
Todas as vezes que nos deparamos frente a um belo jardim, onde todos os detalhes foram cuidadosamente pensados, onde as flores harmonizam-se em um colorido encantador, onde o mato e as ervas daninhas foram retirados, nem sempre lembramos do esforço e dedicação empregados ali.
Para esse resultado, de um jardim que nos alegra a alma e enche os olhos com sua beleza, houve a necessidade de várias etapas.
Por mais dinheiro que tenhamos, por mais jardineiros que empreguemos, o jardim não ficará pronto de imediato. Há necessidade do tempo, de que suas plantas finquem raízes, suas flores desabrochem, que a grama ganhe o solo para reverdecer.
Com a amizade, não é diferente. Embora a convivência dos dias nos permita identificar corações afins aos nossos, a amizade será sempre o fruto do cultivo, feito na convivência e no carinho.
Inúmeras são as oportunidades que a vida enseja para exercitar esse cultivo. No ambiente de trabalho, com o companheiro novo que chega para compartilhar conosco as horas de labuta.
Doutra feita, são aqueles que conosco estão nas atividades de lazer, esporte, voluntariado, se mostrando boas sementes, aguardando cuidado e esmero.
Sempre oportuno recordar que a semente, embora albergue todas as potencialidades da árvore frondosa, jamais irá atingir seu destino se permanecer descuidada.
Sem a terra macia e úmida, sem alguém a livrá-la do mato, adubá-la, corrigir o solo, nada de sua potencialidade ganhará espaço.
Assim, àqueles que elegemos como amigos, sempre se faz necessário o cuidado do jardineiro.
Há quanto tempo não telefonamos para o amigo distante? Qual foi a última vez que visitamos o amigo que não convive diariamente conosco?
Cuida-se da amizade quando estamos prontos para aplaudir, elogiar e incentivar as produções felizes, moralmente elegantes, e as boas atitudes.
Também estaremos a cultivar nossas amizades ao lembrarmos de chamar a atenção uns dos outros quando o perigo ronda ou que o atrevimento do mal ameace.
Dessa forma, não esperemos que as amizades surjam e estejam prontas a nos servir, quando das nossas necessidades e vazios emocionais.
A verdadeira amizade, que ganhará as estradas dos anos em solidez e felicidade, será sempre a via de mão dupla, onde o entendimento, preocupação e atenção mútua prevalecerão, sem pesar nos ombros e nas economias emocionais de nenhuma das partes.
Afinal, a verdadeira amizade é sempre do bem, para o bem e para o progresso de cada um de nós.
Mensagem extraída do site: www.momento.com.br
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TORRADAS QUEIMADAS |
| Adicionado em 01/09/2010
às 08:00:33 |
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Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar.
E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia muito duro de trabalho.
Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.
Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.
Eu não me lembro o que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geleia, e engolido cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:
Amor, eu adoro torrada queimada...
Mais tarde, naquela mesma noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.
Ele me envolveu em seus braços e me disse:
Filho, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém.
A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado ou cozinheiro!
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e amigos.
Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio.
Procure ver pelos olhos de Deus e sinta pelo coração Dele. Você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua.
As pessoas poderão se esquecer do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.
Gastamos muito tempo e muitas energias nos importando com coisas pequenas, pequenos aborrecimentos, pequenas querelas que não levam a lugar algum.
Acabam, sim, sempre nos fazendo mal, estragando o dia, que tinha tudo para ser tão proveitoso, se houvéssemos escolhido o caminho da compreensão, da paz.
A empatia e a caridade salvarão o mundo. Assim, urge que tenhamos estas duas virtudes muito bem construídas no coração.
Trace planos, estabeleça objetivos que compreendam a empatia e a caridade em sua vida, e perceba que os bons resultados, na forma de felicidade intensa, virão imediatamente.
Mensagem extraída do site: www.momento.com.br
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A DECISÃO É SUA |
| Adicionado em 31/08/2010
às 08:02:59 |
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Jogar ou recolher. Você escolhe.
Este é o slogan de campanha desencadeada pela Prefeitura de importante capital brasileira, estampado em cartaz que mostra uma mão sobre um pedaço de papel ao chão.
Tem a ver com educação. Tem a ver com cidadania. Convida o cidadão a refletir sobre o tipo de cidade que ele deseja para si: uma bela e limpa cidade ou ruas cheias de entulho.
Chama o cidadão à responsabilidade, a partir da sua decisão que, naturalmente, tem a ver com a sua formação moral, com sua ética, com seu comprometimento como cidadão.
Em verdade, tudo que nos rodeia, de alguma forma, é de nossa responsabilidade. E depende de nossas escolhas.
Vejamos que podemos morar em um bairro aprazível, mas somente teremos bons vizinhos, se cultivarmos a gentileza e a boa educação.
E isso é feito a partir de pequenos cuidados. Lembremos, por exemplo, de uma saída de carro muito cedo pela manhã, para o nosso trabalho.
Podemos retirar o carro da garagem sem barulho, sem acelerar ruidosamente e, portanto, sem acordar o vizinho que ainda dorme.
Ou podemos fazer todo o barulho que nos achamos no direito de produzir pensando que se nós estamos despertos, tão cedo, os outros também podem acordar à mesma hora.
Podemos limpar a frente de nossa casa, lavar a calçada, tomando cuidado para não sujar a frente da casa ao lado. Ou podemos, de forma descuidada, ir jogando tudo justamente para os lados e emporcalhando a frente das casas próximas.
Podemos ser gentis no trânsito, detendo-nos mínimos segundos a fim de permitir que outro carro, que aguarda no acostamento, possa adentrar a via à nossa frente.
Ou podemos ser totalmente insensíveis e deixar que o seu condutor canse de esperar, até a enorme fila de veículos findar.
Antipatia, simpatia. Nós decidimos se desejamos uma ou outra.
Podemos entrar no elevador e saudar as pessoas. Ou podemos fazer de conta que todas são invisíveis.
Podemos fazer uma gentileza e segurar o elevador um segundo para permitir a entrada de alguém que vem chegando, depressa.
Ou podemos apertar o botão e deixar que a porta se feche, exatamente à face de quem tentou chegar a tempo.
Podemos pensar somente em nós, viver como se mais ninguém houvesse no mundo.
Ou podemos viver, olhando em derredor, percebendo que alguém precisa de ajuda e ajudar.
Podemos fingir que somos surdos ou podemos nos dispor a escutar alguém a pedir informação a um e a outro e nos dispormos a ofertá-la.
Podemos fingir que somos cegos e não enxergar a pessoa obesa, em pé, no transporte público, ou a grávida, ou o idoso.
Ou podemos ser humanos e oferecer o nosso assento, com a certeza de que esse alguém precisa mais dele do que nós.
Mesmo que o cansaço esteja nos enlaçando, ao final do dia, os pés estejam doendo e o corpo todo diga: Preciso descansar.
Pensemos nisso e nos disponhamos a contribuir, desde hoje, com o mundo mais justo, harmonioso e feliz com que tanto sonhamos.
Mensagem extraída do site: www.momento.com.br
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MÁGOA DESNECESSÁRIA |
| Adicionado em 30/08/2010
às 08:10:36 |
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As relações humanas serão sempre pautadas pela dificuldade que trazemos na alma. E não poderia ser diferente.
Como somos seres em evolução, muito ainda há que se construir nas conquistas emocionais para que o equilíbrio, a justiça e a retidão sejam as ferramentas no relacionamento humano.
Não é raro indivíduos que, desgastados pelos embates humanos, cansados das dificuldades de relacionamento, alegam preferir viver isolados do mundo, sem a necessidade de suportar a uns e aguentar a outros.
O raciocínio se torna quase que natural, frente a tantos esforços que temos que empreender, tanta paciência a exercitar, no trato com o semelhante.
E não são poucos aqueles que se isolam do mundo. Seja buscando uma vida de eremita, fechando-se em seu lar ou isolando-se em essa ou aquela instituição. Esses buscam a paz que não encontravam nas relações sociais e familiares.
Muito embora assim o façam imbuídos, por vezes, das mais nobres intenções, esquecem-se de que, ao isolar-se, ao fugir da sociedade, perdem a grande chance do aprendizado da convivência.
Somente nos atritos que vivemos é que vamos encontrar a chance do amadurecimento das experiências, de crescer, de superar aos poucos os próprios limites de interação social.
Somos todos indivíduos criados para viver em conjunto e a vida solitária somente nos causaria graves sequelas à vida emocional e psicológica.
É na experiência de viver com os outros que a alma tem a possibilidade de conhecer diversas formas de aflições e exemplos inesquecíveis.
É natural que nossas relações não sejam sempre pautadas pela harmonia. São nossos valores íntimos que determinam os entrechoques que, não raro, vivenciamos, ou os envolvimentos afetivos de qualidade, que usufruímos.
Como ainda não nos acostumamos a viver em estabilidade íntima por longos períodos de tempo, vez ou outra surgem dificuldades, problemas, indisposições variadas em nossos relacionamentos.
Pensando assim, pode-se concluir o quanto é desnecessário e improdutivo viver-se carregando no íntimo mágoas e malquerenças.
Ninguém há no planeta que não se aborreça quando recebe do outro o que não gostaria de receber. No entanto, não podemos esquecer que ninguém também pode afirmar que, com seu modo de falar, de ser e de agir, não cause aborrecimentos e mágoas a outras pessoas, ainda que involuntariamente.
Desta forma, cabe a cada um de nós procurar resolver mal-entendidos, chateações e mágoas com os recursos disponíveis do diálogo, do entendimento, da desculpa e do perdão. Afinal, se outros nos magoam, de nossa parte também acabamos magoando a um e outro, algumas vezes.
Assim pensando, podemos concluir ser uma grande perda de tempo e um sofrimento dispensável o armazenamento de sentimentos como a mágoa ou a raiva no coração.
Há tanto a se realizar de bom e de útil a cada dia, e o tempo está tão apressado, que perde totalmente o sentido alimentarmos mágoa na alma, qualquer que seja a intensidade.
Mensagem extraída do site: www.momento.com.br
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SABEDORIA SEM DIPLOMAS |
| Adicionado em 27/08/2010
às 08:02:53 |
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No mercado competitivo de hoje, em que os comerciantes desejam obter lucros a qualquer preço, existem empresários que realmente se importam com seus funcionários e com a boa harmonia no ambiente de trabalho.
É o caso de um lojista especial, que não se altera diante das costumeiras oscilações do mercado, mas sofre quando um de seus empregados tem um problema qualquer.
A maneira calma de falar, o respeito pela opinião dos outros, e a ponte do diálogo sempre estendida, é sua prática administrativa.
Ele nunca fez um curso de administração, não entende de contabilidade nem de economia, mas sabe como se consegue estimular uma equipe para atingir os objetivos.
Um homem simples, sem diplomas, mas com grande sabedoria.
Faz reuniões constantes e ouve o que os funcionários têm a dizer. Não faz terrorismo com os vendedores, apenas esclarece que a estabilidade da loja depende do esforço de cada um.
Os funcionários chegam sempre visivelmente alegres pela manhã, e terminam o dia com a mesma disposição de ânimo, até mesmo nos dias em que não entra um único cliente na loja.
Isso porque não existe aquela pressão para que se venda, venda e venda...
É claro que são estabelecidas metas, mas ninguém se desespera quando não consegue atingi-las, uma vez ou outra.
Esse empresário é um exemplo de como as coisas podem ser diferentes, mesmo num mercado competitivo e ávido por lucros.
Essa prática traz benefícios tanto para o patrão como para funcionários e clientes.
E sabe por quê?
Porque sua preocupação é com o bem-estar, acima do lucro. E isso faz com que não precise se desgastar com funcionários insatisfeitos, rebeldes, infelizes.
Por outro lado, as vendas e o lucro acabam sendo uma conseqüência natural dessa prática administrativa, pois o cliente que chega se sente acolhido e respeitado.
E os funcionários se sentem seguros, já que a maioria está na loja há vários anos, e nenhum deles pretende sair.
É claro. Quem não gostaria de trabalhar num lugar assim?
Talvez alguns administradores não concordem com essa prática, mas a verdade é que ela funciona.
E funciona porque existe respeito, sinceridade, comprometimento, confiança e lealdade de ambas as partes...
Na verdade, segundo alguns especialistas, essa é a verdadeira liderança. A liderança compartilhada, a autoridade real, contrária ao despotismo e à tirania, que oprimem e infelicitam.
Se todos os administradores tivessem essa consciência e agissem com seus subordinados conforme gostariam que com eles agissem, a sociedade seria mais feliz.
E todos se levantariam, a cada manhã, com bom ânimo para ir trabalhar, mesmo nos dias frios e chuvosos, porque estariam indo para um lugar onde se sentem bem e são respeitados.
Quem não gosta de ser valorizado, ouvido e bem quisto?
Você, que é administrador, pense nisso, e considere que o comprometimento da sua equipe não se dará por decreto.
Ou você conquista seus pares, ou passará boa parte do seu dia se desgastando com fofocas, intrigas, ciúmes, motins e sabotagens.
Muitas vezes os ambientes de trabalho se tornam verdadeiros infernos para patrões e empregados, que não cumprem com seus deveres básicos, como o do respeito mútuo, que deveria reger as relações.
Patrões e empregados por vezes se esquecem de que são, antes de tudo, seres humanos, que têm sentimentos, sofrem, choram, têm problemas, amam e desejam ser felizes.
Portanto, você, que é funcionário, pense nisso, e busque agir com aqueles que dividem o ambiente de trabalho com você, como gostaria de ser tratado.
E você, que é líder da equipe, considere que, em vez de mandar e ser obedecido, mas também odiado, seria mais producente praticar a liderança com humanidade e conquistar uma equipe comprometida, eficaz e invencível.
Pense nisso, você é capaz. Basta querer.
Mensagem extraída do site: www.momento.com.br
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CRIAÇÃO DE UMA TRAGÉDIA |
| Adicionado em 26/08/2010
às 08:19:00 |
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A mãe chegou na casa da filha, no meio da tarde, para uma visita de surpresa. Trazia um brinquedo novo para a netinha de pouco mais de um ano.
Tocou a campainha por três vezes e ninguém atendeu à porta. Revolveu a bolsa e retirou a chave da casa, uma cópia que lhe fora dada para eventual emergência.
Abriu a porta e entrou. Silêncio na casa. Chamou pela filha, pela netinha, e nada.
Foi verificando os cômodos um a um e se tornando inquieta. Na sala, havia brinquedos espalhados por toda parte. O sapatinho da criança estava jogado sobre o sofá.
No quarto, a bolsa com fraldas, mamadeira e outros utensílios próprios para bebê estava meio aberta e esquecida.
No banheiro, um vaso quebrado se encontrava dentro da pia, ainda com vestígios de terra espalhada.
O coração parecia agora arrebentar dentro do peito. Ela podia senti-lo bater forte na garganta, enquanto as têmporas começavam a latejar.
Deixou escapar um grito de desespero: Sequestraram minha filha e minha neta.
Em prantos, telefonou para o marido. Como falava muito rápido e chorando, ele não entendeu muito bem o que estava acontecendo, a não ser que era uma tragédia.
Telefonou para alguns parentes pedindo que fossem acudir a esposa, enquanto ele acionaria a polícia.
Afinal, pelo que pudera compreender, alguém entrara na casa da filha, roubara objetos, deixara muitas coisas espalhadas pela casa toda e sequestrara sua filha e neta.
Logo foram chegando amigos, parentes próximos. A casa ficou repleta de pessoas.
Ninguém se atrevia a tocar em nada até a chegada da polícia.
A avó começou a passar mal. Por ser portadora de um problema cardíaco grave, foi levada às pressas para um hospital.
Pouco depois, chegava a polícia. Sirene, carros freando depressa, cerco se instalando, armas apontadas.
O que acontecera, afinal? Enquanto os policiais adentravam na casa para verificação, uma jovem mulher chegou com uma criança ao colo e foi perguntando:
O que está acontecendo em minha casa? Por que tanta gente?
Era a dona da casa que fora até à farmácia, distante algumas quadras, para comprar um medicamento para a pequena que estava iniciando um quadro febril.
Os brinquedos estavam espalhados porque a criança estivera a brincar até há pouco. O sapatinho estava esquecido sobre o sofá porque ela decidira levar a criança nos braços, para não se retardar em demasia e resolveu não calçá-la.
O vaso fora quebrado pela criança, quase à hora da saída, motivo pelo qual a jovem mãe simplesmente o recolhera e colocara dentro da pia do banheiro.
Tudo simples, quando bem explicado. E enquanto se retiravam os policiais, parentes e vizinhos curiosos, o avô se despediu da pequenina e rumou para o hospital, a fim de socorrer a esposa internada, com cuidados especiais para evitar um infarto.
Manter a calma em toda circunstância é muito importante, para se evitar transtornos maiores.
Olhar com cuidado e não tirar conclusões apressadas nos evitam problemas sérios.
Quando falamos muito no mal e vibramos negativamente, guardamos maiores possibilidades de, a qualquer sinal de quebra da rotina, de saída do habitual, considerarmos que algo trágico ou irreparável aconteceu.
Orar sempre e vigiar com constância são recomendações que atravessaram os séculos, desde os tempos em que o Senhor Jesus as pronunciou e os Evangelistas as registraram, convidando-nos a analisar com ponderação e agir com calma.
Mensagem extraída do site: www.momento.com.br
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A RAZÃO E O DEVER |
| Adicionado em 25/08/2010
às 08:16:29 |
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As reclamações a respeito de dificuldades são comuns entre os homens.
De forma aberta ou velada, incontáveis pessoas dão a entender que se consideram injustiçadas pela vida.
Reputam merecer mais do que têm.
Desejariam ter esposas ou esposos mais compreensivos.
Gostariam que seus filhos fossem mais estudiosos e comportados.
Apreciariam dispor de mais salário e menos trabalho.
Reclamam das agruras da profissão.
Consideram qualquer dificuldade, física ou moral, sumamente injusta.
Doenças são uma catástrofe imerecida, problemas financeiros representam um desastre iníquo.
É comum ouvir-se alguém falar do desejo de jogar tudo para o ar e sumir.
Como bem poucos o fazem, tem-se aí um certo sinal de maturidade.
Entretanto, a real maturidade se revelaria ao assumirmos a própria realidade, tal qual se apresenta, sem reclamações.
A Lei Divina é perfeita e cuida de todos.
No mundo há homens injustos, mas não injustiçados.
Sempre se tem, em qualquer drama, um processo de retificação e aperfeiçoamento.
O dever mais elementar entre os homens reside na fraternidade.
Eles se devem amparar mutuamente.
Contudo, vítimas injustiçadas a rigor não existem no mundo.
Nas situações mais dolorosas, há uma matriz no passado, a clamar por correção.
A vida é inegostável, ninguém jamais dela escapa ou consegue burlar suas regras de equilíbrio.
Assim, importa prestar muita atenção nos próprios deveres.
A razão se ilumina pela reflexão a respeito da Justiça e da Bondade Divinas.
Sendo Deus sumamente justo e bom dá a Seus filhos o que merecem e precisam.
E também manifesta por eles grande desvelo, na figura de moratórias e oportunidades de utilização do bem para retificar o mal.
Com sua razão esclarecida por essas reflexões, procure encarar seus deveres de modo positivo.
O trabalho não é um castigo, mas uma forma de ser útil ao progresso coletivo.
Não busque folgas demais, para não gastar mal o precioso tempo que a Misericórdia Divina lhe facultou.
Veja nos irmãos de trato difícil seus credores de erros do pretérito.
Agora, mais digno e maduro, você tem condições de amparar, compreender e perdoar.
Seu exemplo de conduta digna pode ser um farol nas existências dos que o rodeiam.
Identifique em cada crise uma chance de se superar.
Se a vida lhe exige certos tributos, você pode e deve dá-los.
Submeta-se aos desígnios superiores e faça o seu melhor.
O dever bem cumprido é o seu passaporte para a felicidade.
Mensagem extraída do site: www.momento.com.br
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TRISTEZA QUE FERE |
| Adicionado em 24/08/2010
às 08:04:50 |
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O homem chegou em casa, naquela noite, trazendo o mau humor que o caracterizava há alguns meses. Afinal, eram tantos os problemas e as dificuldades, que ele se transformara em um ser amargo, triste, mal-humorado.
Colocou a mão na maçaneta da porta e a abriu. A luz acesa na cozinha iluminava fracamente a sala que ele adentrou. Deteve o passo e pôde ouvir a voz do filho de seus quatro anos de idade:
Mamãe, por que papai está sempre triste?
Não sei, amor, respondeu a mãe, com paciência. Ele deve estar preocupado com seus negócios.
O homem parou, sem coragem de avançar e continuou ouvindo:
Que são negócios, mamãe?
São as lutas da vida, filho.
Houve uma pequena pausa e depois, a voz infantil se fez ouvir outra vez:
Papai fica alegre nos negócios?
Fica, sim, respondeu a mãe.
Mas, então, por que fica triste em casa?
Sensibilizado, o pai de família pôde ouvir a esposa explicar ao pequenino:
Nas lutas de cada dia, meu filho, seu pai deve sempre demonstrar contentamento. Deve ser alegre para agradar o chefe da repartição e os clientes. É importante para o trabalho dele.
Mas, quando ele volta para casa, ele traz muitas preocupações. Se fora de casa precisa cuidar para não ferir os outros e mostrar alegria, gentileza, não acontece o mesmo em casa.
Aqui é o lar, meu filho, onde ele está com o direito de não esconder o seu cansaço, as suas preocupações.
A criança pareceu escutar atenta e depois, suspirando, como se tivesse pensado por longo tempo, desabafou:
Que pena, hein, mãe? Eu gostaria tanto de ter um pai feliz, ao menos de vez em quando. Gostaria que ele chegasse em casa e me pegasse no colo, brincasse comigo. Sorrisse para mim. Eu gostaria tanto...
Naquele momento, o homem pareceu sentir as pernas bambearem. Um líquido estranho lhe escorreu dos olhos e ele se descobriu chorando.
Meu Deus, pensou. Como estou maltratando minha família.
E, ainda emocionado, irrompeu pela cozinha, abriu os braços, correu para o menino e o abraçou forte.
Filho, vamos brincar? Foi o que perguntou.
Não há quem não tenha problemas, lutas e dificuldades. Compete, no entanto, saber administrá-las de forma a que elas não se tornem um fantasma de tristeza, um motivo de autocompaixão.
Mesmo porque ninguém tem somente coisas ruins em sua vida. Ao lado das lutas constantes, existem sempre as compensações que Deus providencia.
Ter um lar, esposa, filhos, família, pais amorosos é o oásis de paz que a Divindade nos concede a fim de que restabeleçamos as forças para o prosseguimento do bom combate.
A alegria espalha bênçãos onde se manifeste.
A alegria pura contamina os que estão em volta. Por isso, recuperemos a coragem na arena de combate que a vida diária nos impõe e vitalizemos a alegria.
Não sejamos semeadores de sombras, antes sejamos como o sol que sorri gentil e tudo ilumina onde se faz presente.
Mensagem extraída do site: www.momento.com.br
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