No debate para o aumento do salário para os servidores municipais da Prefeitura de Concórdia o alarde foi grande na Câmara. A tribuna se transformou em palanque eleitoral. Já na sessão em que os vereadores votaram o aumento para os próprios salários, ninguém falou absolutamente nada. Seja para justificar ou renegar a proposta. Nenhuma abstenção ou voto contrário. Sem nenhum discurso e por unanimidade os nobres edis aumentaram os salários dos atuais R$ 6.788,23 para R$ 7.454,55. Para o presidente da Câmara que tem direito a mais 50% a título de verba de representação o trenzinho da alegria eleva o salário para R$ 11.181,81, o valor é maior do que recebe um secretário de Estado em Santa Catarina R$ 10.000,00.

Diante dos dados e dos fatos estamos mais uma vez sobre a questão relacionada a ética, o legal e o moral. Diante da situação que vive o país, os estados e municípios não é preciso pensar muito para responder que o momento está muito mais para a austeridade do que a bonança, para o corte do que para a gastança.

Quando se legisla em causa própria, pior ainda. É neste momento que se observa quem é quem, quem defende o legal e o moral. Logo, o aumento dos vereadores para eles próprios pode até ser legal, mas, neste momento está muito longe de ser defensável moralmente. Ao contrário do que pensam os nobres edis, que aprovaram, por unanimidade, a necessidade de aumentar os próprios salários.

* Da Coluna no Diário do Oeste

 

Com aumento prefeito de Concórdia vai ganhar mais do que o governador do Estado

Com o trenzinho da alegria aprovado pelos vereadores, o prefeito de Concórdia vai ganhar mais do que o governador do Estado. A remuneração do governador é de R$ 15.000,00 já o prefeito terá uma remuneração de R$ 17.446,00. O aumento também vale para o vice-prefeito que terá salário R$ 8.723,23 e para os secretários municipais que terão remuneração de R$ 8.206,95. Já para os servidores o aumento para quem está na parte de cima da tabela, não influencia em nada, todos terão que esperar a negociação do ano que vem. Neste caso, numa negociação mais demorada, desgastante, e não necessariamente satisfatória. Como diria Don Jerônimo “Nada como legislar em causa própria”.

 

E o décimo terceiro não passou por pouco

Informações Palacianas indicam que alguns vereadores estavam querendo aprovar, também a inclusão do décimo terceiro. Vejam só, além de receber R$ 7.454,55, por mês, no caso da maioria somente pela participação nas sessões da Câmara, já que fora disso não aparecem na Câmara, ainda queriam implantar o décimo terceiro. A proposta só não foi avante porque alguns não concordaram e a proposta não foi colocada no projeto de lei. Barbosinha!!!