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Atraso de três meses do Fies afeta 30 mil pessoas em Santa Catarina
Até o momento as instituições de ensino superior não receberam um centavo do Ministério da Educação
Publicado 27/09/2016
 

Por Rhayana Cordeiro

Os 183 mil estudantes brasileiros que têm cursos de graduação mantidos em mais de 350 entidades pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) estão prestes a entrar no terceiro mês do semestre letivo, mas até o momento as instituições de ensino superior não receberam um centavo do Ministério da Educação. Em Santa Catarina, 93 universidades privadas estão tendo que arcar com as mensalidades de aproximadamente 30 mil graduandos, que correspondem a 30% da comunidade universitária do Estado. Para manter as matrículas ativas, as entidades exercem pressão política junto à bancada parlamentar catarinense, e também a empréstimos bancários para cobrir a dívida da União.

 

Segundo o presidente da Associação de Mantenedoras Particulares de Educação Superior de Santa Catarina (Ampesc), Expedito Michels, o rombo nos caixas das 80 universidades ligadas à Ampesc é de R$ 22 milhões.

 

– O cenário de dificuldade varia de instituição para instituição. Mas é preocupante na maioria delas, porque estão pagando juros altíssimos aos bancos. Por esse motivo, nós estamos articulando para fazer uma ação no Tribunal de Contas da União – detalha o professor, que representa as instituições onde estão matriculados 14 mil bolsistas catarinenses, principalmente no interior do Estado.

 

Além das universidades, o próprio Ministério da Educação também está endividado. Esse é o motivo pelo qual o chamado aditamento de contratos não foi feito no início do segundo semestre de 2016, como de costume. Para que isso ocorra, o projeto de lei que prevê o pagamento de R$ 702 milhões ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal, que financiam o Fies, precisa ser aprovado no Congresso Nacional. O parlamento, no entanto, está em recesso por conta da proximidade das eleições municipais.

 

A articulação política é a estratégia adotada pelo Sistema da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), que não divulgou um balanço do impacto financeiro resultante do atraso dos repasses, mas garante que está mantendo os estudos de 15.813 alunos.

 

– O aluno segue estudando. Nós não podemos prejudicá-lo. Estamos recorrendo a uma pressão não-partidária junto à bancada parlamentar para termos essa resposta política. O Estado está clamando a aprovação desse projeto de lei e nos preocupa saber que, a princípio, a votação fique para o final de outubro – explica o secretário-executivo do Sistema Acafe, Paulo Ivo Koehntopp.

 

Fonte: Diário Catarinense

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